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Investimento
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ENERGIA E ÁGUAS...

O sistema energético da província é deficitário. A destruição do Lumaum, e das linhas de energias de alta tensão, levou a entrada em funcionamento de meios alternativos de produção de energia, de predominância térmica, tanto no litoral como nos municípios do interior.

A destruição e degradação acentuada dos sistemas de produção, de transporte e distribuição de energia clama por investimentos avultados neste sector.

Os consumos no litoral da província duplicaram em relação a 1973, em consequência do êxodo das populações para os grandes centros urbanos, cifrando-se hoje o consumo nas cidades de Benguela, Lobito e Baia Farta em cerca de 35 MW, estimando-se que este valor venha a aumentar em função da entrada em funcionamento da refinaria do Lobito, prevista para 2006 e das indústrias, cujas necessidades elevar-se-ão para 120 MW.

A capacidade de produção actual de energia é a seguinte:

  • Central Térmica do Biopio 20 MW;
  • Central Térmica do Lobito 18 MW;
  • Grupos Geradores Isolados 8 MW.

Além dos custos elevados de produção da energia, estes sistemas apresentam fraca fiabilidade, levando mesmo que a produção média anual se cifre nos 20 MW, apresentando um défice de 43% em relação ao consumo actual.

Para atender a demanda de crescimento estimado em 10% ao ano e a entrada em funcionamento da Nova Refinaria, com consumo de 60 MW, foram desenvolvidos alguns cenários, no entanto interessa-nos aqui somente realçar aquele que melhor se adequa, sem descurar os projectos de âmbito nacional, sobretudo o da interligação do sistema norte e sul, a partir de Capanda.

Assim torna-se imperioso desenvolver as seguintes grandes acções:

  • Reabilitação capital da central hidroeléctrica do Lumaum 56 MW;
  • Reabilitação capital da central hidroeléctrica do Biopio 14 MW (em curso);
  • Aquisição de 2 turbinas a gás de 25 MW cada, para instalação na Quileva;
  • Reabilitação e construção das linhas de transporte;
  • Reabilitação da linha de média, baixa tensão e iluminação pública.

Para os municípios do interior a situação é ainda pior, pois ao que se passa em todo o país, os sistemas foram-se degradando por falta de manutenção e investimentos.

As acções para os municípios, através da reabilitação e/ou aquisição de geradores para as sede dos municípios, consubstanciam-se em intervenções que visam repor os meios de produção de energia, rede de distribuição, iluminação pública, treinamento do pessoal, prevendo a expansão e modus operandis. De uma forma geral os problemas nos municípios são idênticos.

Para as comunas num total de 27, dois dos quais no litoral, não existe praticamente nenhum sistema funcional de energia e preconizamos para estes locais uma padronização dos sistemas de energia e da água, através do uso de pequenos sistemas de capacitação, tanque elevatório, tratamento e de chafarizes.

No domínio das águas no litoral, a situação é igualmente deficitária, pois a produção não acompanha a demanda, agravada com a idade avançada do sistema de distribuição que leva a rebentamentos constantes das condutas.

A solução definitiva deste problema no litoral, passa pela execução de um projecto integrado para Benguela, Lobito, Catumbela e Baia Farta, já apresentado as estruturas centrais.

Assim com a execução deste projecto os antigos sistemas seriam liberados, e serviriam somente a nova refinaria do Lobito que tem um consumo estimado em 1.600 metros cúbicos de água por hora.

No entanto, no presente programa, estão previstas acções que visem a reabilitação e manutenção dos actuais sistemas.

Para os municípios do interior a situação é igualmente preocupante, onde não foram feitos ao longo dos últimos anos nenhuns investimentos, salvo intervenções pontuais.

Assim será necessário intervir nas estruturas de captação, armazenamento e tratamento de água.

Continuar...